quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Nota da ExNEEF em Apoio aos Estudantes da USP

Nota de Apoio aos Estudantes da USP

"Que vivan los estudiantes,
Jardín de nuestra alegría,
Son aves que no se asustan
De animal ni policía.
Y no le asustan las balas
Ni el ladrar de la jauría.’’
Violeta Parra

Passadas quase três décadas em que se findou o regime de ditadura militar em nosso país é inadmissível que ainda tenhamos que vivenciar as cenas que nos últimos meses tem se repetido na maior Universidade do Brasil, a Universidade de São Paulo – USP. Desde o final do ano passado os estudantes da USP vem demonstrando sua indignação e resistência frente as medidas autoritárias do atual reitor João Grandino Rodas, que visam implementar um programa privatista e elitista para a USP, e que para tal não tem receio em passar por cima de qualquer obstáculo que se coloque no caminho.

A criminalização do Movimento Estudantil por parte da reitoria e do governo de São Paulo, nos faz lembrar da mancha que a ditadura nos deixou na história. Ainda no final de 2011 mais de 70 estudantes presos por suas posições políticas, ainda 6 estudantes expulsos da Universidade por participaram da ocupação legítima em defesa da assistência estudantil.


E já na primeira semana de 2012 o reitor surpreende com mais uma medida autoritária, pedindo a desocupação e lacrando o prédio que abrigava à anos o Diretório Central dos Estudantes – DCE-Livre. Usando-se do aparato da policia militar instalado dentro da Universidade, os estudantes que estavam no espaço no momento da desocupação, foram retirados a força, em momentos sob a mira das armas de fogo e da opressão dos policiais militares, fechando assim no dia 6 de janeiro, uma das sedes da máxima entidade política representativa dos estudantes.
Justamente no ano em que o vestibular da FUVEST traz como tema a participação política, vemos medidas do reitor da USP para calar a voz dos estudantes e impedir sua organização de forma autônoma e a luta por uma Universidade pública e de qualidade.

Diante de tais fatos, vimos por meio desta nota declarar nosso apoio aos lutadores e lutadoras da USP, que sob as piores reações do conservadorismo lutam e defendem a bandeira do conjunto do movimento estudantil, por uma Universidade pública, gratuita e de qualidade, e ainda, rechaçamos as medidas truculentas e antidemocráticas do atual reitor. Não podemos mais aceitar que esses fatos continuem acontecendo nas instituições que deveriam primar pela diversidade e pluralidade de saberes e posições.
Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física
Gestão 2011-2012

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Nota Pública a Comunidade Acadêmica do Centro de Educação Física e Desportos – DACEFD/UFSM

Nota Pública a Comunidade Acadêmica do Centro de Educação Física e Desportos – DACEFD/UFSM

O DACEFD parabeniza todos os professores, funcionários e estudantes pela abertura do curso de mestrado em Educação Física no CEFD. Na certeza de que não foi uma tarefa fácil, ressaltamos o empenho e trabalho de todos que foram protagonistas nesse processo que dá ao CEFD/UFSM uma nova tarefa dentro da Educação Física brasileira.

A atual conjuntura política e econômica, que sob os auspícios de fortes ajustes fiscais e redução dos gastos sociais pelo estado, traz a tona uma contra reforma universitária que vem colocando em relevo, no cenário do ensino superior nacional, o aumento triunfante de centros universitários, faculdades e instituições públicas de direito privado que transformam o ensino superior em um mercado educacional. Em detrimento disso, a universidade pública sofre cada vez mais com os freqüentes ataques ao seu financiamento, retirando sua autonomia didático-científica e colocando-a sob uma lógica empresarial. Além disso, a produção de conhecimento socialmente referendado perde cada vez mais espaço frente a produção de conhecimento pautada sob demandas econômicas.

As conquistas educacionais, embora preservadas constitucionalmente, como por exemplo, a garantia da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão assegurada pelo artigo 207 da constituição federal de 1988, são desrespeitadas por grupos totalitários e antidemocráticos que formulam a política educacional brasileira. Seja transformando as universidades em uma rede desarticulada de cursos superiores que atuam exclusiva e somente com o ensino, seja através de mecanismos de adoção da lógica privatista como condição para o fomento de pesquisas, diversos são os mecanismos que impedem a articulação do tripé básico que caracteriza a universidade.

Dentro desse contexto de ataques neoliberais, é grande o mérito da luta de todos os setores do CEFD que novamente o colocam no rumo da produção de conhecimento com respaldo social com financiamento público e a defesa do acesso aos bens culturais pelos setores historicamente explorados.

Santa Maria, Janeiro de 2012